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terça-feira, 3 de maio de 2016

A necessidade do antagônico

(dê play na musica para ler) 


Eram nove horas da manhã de uma terça qualquer, de uma semana comum, em um mês entre outros doze, de um ano a mais. Abri os olhos e vi o sol cativante e convidativo a me tentar, eu queria levantar, juro que queria, mas estava presa as minhas frustrações e nem mesmo o café amargamente confuso, feito horas mais tarde e depois de uma longa briga com a cama, ou o “bom dia” lírico DELE, foram capazes de me energizar o suficiente para acordar em plenitude.

É engraçado sabe? Não importa o quão experiente você seja, ou o quanto entenda sobre os sentimentos, sobre a vida e sua dinâmica, você nunca esta preparado para enfrentar a frustração, porque na maioria das vezes, ela é “apenas” outra versão sua, te apontando do que fez ou deixou de fazer para estar onde esta; é ai então que, uma guerra interna é travada, nos machucamos de todas as formas possíveis, e quando não há o que fazer no interior, culpamos o exterior, e em um ultimo round, questionamos aos céus, a vida, a Deus, o porque as coisas são como são, ou porque não estamos onde gostaríamos de estar.

Mas como eu disse: eu Juro que queria levantar, ou melhor, Eu queria Acordar. E em tentativa disto, decidi que sairia dali, de casa; do quarto, da cama, do café sem graça e das guerras internas. Entrei no ônibus rumo a biblioteca da faculdade, coloquei o fone e enquanto as melodias motivacionais de “Os Arraias” tocavam em minha play list, senti a presença de alguém a me observar, “ tem alguém sentado aqui?” perguntou o alguém, em um sinal com a cabeça, disse que não; O Rapaz se sentou, e como eu já esperava, se dispôs a falar... Sobre a família, sobre a faculdade, sobre seus sonhos e seus porquês, e quando por fim cansou de falar de si próprio, disse: “ criei uma história para explicar o porque ainda não estamos onde gostaríamos. Quer ouvir?”, mais uma vez com a cabeça e sem muito ânimo, disse que sim.

E agora, não importa o quanto me esforce, sou incapaz de descrever com tantos detalhes as tantas coisas que foram ditas; mas não posso me esquecer -nunca me esquecerei- de sua ultima frase antes de descer inesperadamente do ônibus: “Deus chamou Davi para reinar  enquanto jovem, mas Davi foi Rei em sua velhice”, e lá se foi o alguém.

A grande questão é, por mais difícil que seja superar as frustrações, nós precisamos delas, assim como precisamos das pedras no caminho, dos espinhos no pé ou até mesmo dos gigantes, pois bem dizia Heráclito que “é pela luta das forças opostas que o mundo se modifica e evolui”, e por mais clichê que isso pareça, devo reafirmar que estas coisas realmente nós fazem mais fortes, nos fazem crescer e amadurecer, e eu sei que quando caímos ou erramos, a frustração nos machuca e dói, e como dói, mas como também me foi dito: “Deus nos conhece, e nunca dá uma carga maior do que a que podemos carregar”.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Infinito

Eram seis e quarenta da manhã quando acordei  –e sei disso porque a primeira coisa que faço ao abrir os olhos é encontrar o celular em meio aos lençóis para checar o horário-, estava frio e aquela costumeira, nostálgica e clichê “luz da manhã” parecia ter-se esquecido de seu trabalho. Ainda assim, deixei a preguiça de lado e decidi me levantar, tropeçando em meus bocejos fui até a cozinha e coloquei a água para ferver e só então fui escovar os dentes e “acordar” de verdade.
Como parte da rotina- após o café- é hora de estudar. Foi quando percebi que estava sem internet, e sim, eu sei que poderia estudar apenas com os livros, mas em algum momento meus olhos encontraram aquele livro -As vantagens de ser invisível- e ao pega-lo, foi como voltar aquele onze de fevereiro de dois mil e quatorze, e me lembrei de como aquele presente tinha sido o melhor de todos, pois há um tempo havia descoberto o poder de cura- ou distração-  que um livro tem; mas o que realmente me deixou feliz, foi lembrar do sorriso do menino de quem o havia ganhado, e da forma como eu o perturbava- por causa de seu daltonismo- durante os jogos de xadrez com peças coloridas e ainda assim ele sempre me vencia.
Decidi naquele momento que me daria um tempo, peguei o livro e com um pulo, estava em minha cama e em voracidade - e mais uma vez- me deleitava do prazer de suas páginas.  Um livro inteiro de cartas, que ideia genial! Não sei se é porque simplesmente amo cartas ou a forma como Stephen chbosky escreveu aquelas, mas naquele momento, senti uma enorme necessidade de escrever; e antes mesmo de me levantar já sabia sobre o que o faria.
Descobri que já não quero escrever com rodeios e exageros; pela primeira vez em muito tempo, desejo escrever a verdade pura e absoluta. Quero contar sob os dias em que acordo triste, mas também sobre os dias em que acordo radiante, e o modo como o cheiro de café e torrada pela casa me encorajam a prosseguir e ir atrás do meu sonho.
 Devo contar também sobre como adoro o modo que meu novo amigo no cursinho costuma me perturbar dizendo “ e ai Dr. Ana ? entendeu ou devo desenhar?” e em como sinto inveja da inocência de minha amiga que em muito se assemelha a garota de  “coralina e o mundo secreto” e com certeza não poderia deixar de comentar o quão perturbadora e engraçada é, a a visão do garoto-com o estranho apelido de “capacete”- devorando aqueles pedaços de bolo e dizendo “ sai daqui, isso é meu” enquanto abraça o pote formando um forte ao seu redor.
 E não posso me esquecer de contar a quão acolhida me sinto pela nova família em que ganhei – me doei de brinde- através do namoro de meu irmão e de como estou feliz por ele estar feliz. Mas acima de tudo não poderia deixar de dizer o quanto ando feliz- em paz –, e mesmo depois dos péssimos resultados de algumas provas, ainda me sinto motivada a prosseguir. e nesse momento, me sinto infinita...


PS: Sei que já citei muitas vezes " as vantagens de ser invisível " por aqui, e provavelmente farei mais vezes, porque esse livro simplesmente é...(não há palavras para descrever)

domingo, 21 de junho de 2015

Com chuva ou sem...

(dê play no vídeo antes de ler)

Magico.Sim; essa é a palavra que procuro, essa é a palavra que nos define. Porque justo agora, em meia a toda essa ventania, eu ainda consigo achar beleza, excitação, paixão e Você. E não seria isso a melhor definição para algo magico? A ventania é fria, mas agora seus braços me aquecem; e há tantas folhas para lá e para cá em um ritmo tão perfeito quanto nossos passos nessa dança improvisada, há também aquela excitação em cada final de giro e salto que sou recebida por um beijo, as vezes na testa, as vezes em minha têmpora e outras vezes em meu lábios e nesse momento quando firmemente me puxa para mais perto com uma das mãos na base de mInha colunA, a outra afasta aquele cabelo rebelde de minha bochecha,e me atrevo a interroMper este momento e sorrio, porque é impossível isso tudo, mas aqui está você.

Talvez, em outras situações da vida possamoS achar outra definição para a palavra Magia; no dicionario por exemplo, se refere ao possuir poderes. Mas ainda assim, isto não pode estar longe do que vivenciaMos no agora, aliás me fazer sorrIr quando estou triste, ou me fazer esquecer dos problemas ou do leite no fogão não poderia ser considerado um super poder?

Mas Hey! psiu! Não querendo parecer estar apaixonada por você, mas Já parecendo ou sendo, devo deixar expLicito que adoro o contraste de seus dentes certinhos com o seu "fechar" de olhos, ao sorrIr quando lhe digo que meu cabelo não é vermelho; é laranja! ou o jeito que o sol acaricia seu rosto suave pela vidraça dando o efeito de foto do instagram com um filtro forçando; essa imagem que me vem naturalmente, como naquela vez em uma cafeteria enquanto sob a ultima mesa daquele pequeno espaço, você beijava cada voltinha de meus dedos em meio as silabas que formavam a perguNta"como foi seu dia minha querida?"

O que poderia responder? O que dizer quando nem mesmo me lembro O que fiz naquela semana? É Como aquele beijo em meio a chuva de sexta passada, estávamos molhados, Talvez estivesse um pouco frio, mas nada importava, nada nos atingia, era só eu e você. E é exatamente dessa forma que penso que as coisas serão daqui para frente. Serão tantas batalhas, tantos obstáculos, e ainda que em minha mente habite um certo medo, meu coração está cheio dessa paz, da calmaria, e de coraGem. 

Enquanto ainda dançamos essa canção, quero novamente esquecer nossos problemas, mas é impossível esquecer, pois todo sonho tem seu final ao amanhecer, e só então percebo ao acordar. que não era real. eu não estava contigo. Ainda,


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Receita Para felicidade

Era uma fresca tarde de Maio e enquanto as notas da trilha sonora de pride and prejudice dançava pela cozinha, a garota lia atentamente a receita daquele bolo que ela tanto gostava, o que era irônico; já que este era comum ao ponto de ser previsível os ingredientes, mas ela não queria errar, tudo tinha que ser perfeito, a massa tinha que ficar fofa e alta, a cobertura doce e suave. era simples. era o normal.

"mãos á obra" disse ela a sí mesma e  seguiu os próximos minutos em silencio porque além de estar muito disposta a fazer um bom trabalho havia á musica, neste momento, "Dawn" trazia a seu final de tarde aquela sensação extraordinária de satisfação, pois além de ter realizado todas as suas metas do dia, e da semana, ainda arranjara um tempo para se divertir na cozinha, o que era relaxante para ela, que diferente de muitas garotas do século XXI se esforçava ao máximo para ser o que antes era considerado uma prenda obrigatória, como cozinhar, lavar, passar e a parte mais divertida "mudar".

Como um TOC a garota tinha um ritual todos os dias, arrumar algo, limpar algo e mudar de lugar, nem que fosse só a sequência dos livros ou o modo como colocava seus sapatos no canto mais externo do quarto, porque ainda que um pouco arcaica em seus pensamentos, esta via como tédio seguir a rotina, ou as regras ou a receita de um bolo. Quem dirá da vida. 
Com a mente ainda longe esta se concentrava em repassar por sua mente todas as metas que fizera para vida, e durante esse desvaneio teve uma GRANDE surpresa ao ver o quão incoerente seus planos eram com os que a sociedade empunha a nova geração. 

a "receita da felicidade", trabalhar muito, ter muito dinheiro ou para algumas mulheres, um marido rico; roupas da moda; um carro de ultima; uma casa com piscina e ir a uma festa ou jantar em algum restaurante quase todos finais de semana. "bobagem" pensou consigo mesmo enquanto colocava a massa do bolo para assar. a garota, por suas vez, queria mais, mais do que essa mentira alienada que envenenava cada vez mais comunidades do mundo inteiro, mas se essa receita estava errada, qual era certa? esta era a pergunta que se fizera a algum tempo. onde como conclusão, teve uma resposta satisfatória a sí mesma.

A verdade para esta, é que não há uma receita certa a seguir, Mas como toda receita tem uma base a ser respeitada, como o uso de ovos para dar a liga ao bolo; a base para felicidade é não se conformar com o comum, porque não há nada melhor do que mudar as coisas, sair da rotina, fazer algo diferente, ou simplesmente, Algo que esteja além da normalidade deste século. E para esta, a felicidade tinha um sinônimo de ajudar as pessoas, não se importando tanto com a prosperidade material.

e enquanto escrevia em seu pequeno diário na mesa da cozinha com a fraca luz que restara ao por do sol, esta tentava definir ainda mais seus próprios significados de felicidade, que para ela, teriam de ter uma forma homologa mas não totalmente idealista dos tempos de Jane Austen, Aquela menina, a mesma que adora dançar pela cozinha nas manhãs animadas após um boa xícara de café, queria apenas o simples e belo da vida, Um flerte juvenil, uma paixão consumidora, mais tardar um amor delicado, uma dança inesperada em meio uma chuva de verão, e quando desse...uma família grande, um almoço de domingo em uma longa mesa de madeira em um jardim, um relaxante final de domingo junto ao piano e o melhor de tudo, Aquela real sensação de satisfação após ajudar mais um paciente em sua jornada como médica que ainda nem começara.

Como alerta de que o bolo estava pronto, o formo apitou, dessa forma, retirou o bolo, e após muito pensar, decidiu que desta vez não seria cobertura de chocolate, faria diferente, ela apenas molharia o bolo com um pouco de leite de coco, como sua avó lhe ensinara, e depois enfeitaria com açúcar refinado para dar a ele sua marca. fazendo deste, sua receita.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Desafios

Eu nunca gostei de idealizar o perfeito, de pegar a caneta e escrever como e quando eu quero as coisas sejam; na verdade sempre curti simplesmente deixar as coisas acontecerem, sempre amei a bagunça, a baderna, quanto mais espontâneo, mais imprevisível ou mais desajustado, melhor. disciplina? jamais. meu quarto mesmo por muitas vezes foi prova disso. mas é claro que tentei,puts! nem me lembro quantas vezes peguei a agenda e tentei organizar meus horários, minha vida, ou até estudar para provas.

 é claro que não se importar com o amanhã é mais fácil, na verdade é muito mais fácil, não sentir dor,remorso, ou tenção por algo que pode não dar certo, e continuamente não sentir as coisas mais lindas como amor, porque amor, amor é a insegurança, é o salto no escuro.. mas quando se fecha os olhos para o amanhã, se fecha os olhos para vida, para o sonhar, para os detalhes, para a estrada.

 E no primeiro buraco na pista, você cai. simples assim, E como todo ser humano que adora uma frase clichê e que não consegue enxergar o próprio erro; você automaticamente diz " mas porque? porque isso ta acontecendo comigo?" há algum tempo eu não entendia bem. mas como Newton disse e comprovou, com a ação vem a reação. não isso aqui não é física baby, é a vida, é como em uma selva!  e se você não olhar por onde anda, pode pisar no rabo de algum leão. e ai meu bem, pode ser tarde de mais para querer se  preocupar.

Consegue entender onde quero chegar? não? espera ai... esquece a estrada, esquece a selva, vamos brincar de faz de conta, imagina que você ta no ensino médio ainda, o vestibular é no final do ano e ao invés de estudar e se preparar, você prefere só deixar as coisas acontecerem, e acredita fielmente que as suas formulas decoradas serão suficiente p você entrar na faculdade, e sabe o que acontece, você não passa no vestibular, e aquele que você vivia pedindo p relaxar e não estudar tanto entra. e agora meu bem? entendeu?

Devo dizer que não era esse o final que eu queria para o texto, eu realmente queria falar sobre o amor, mas deixa pra lá. E por experiência própria quero deixar aqui que pode ser muito mais produtivo você pegar aquela agenda que você ganhou no amigo secreto no começo do ano e fazer sua próprias metas, e com tempo irá perceber que a vida é muito mais legal quando se tem desafios, e muito melhor que isso é quando o desafio é superar a si mesmo.

#EuTeQueroMed #EuVouSerUmaMédica

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Uma Escada

(de play no vídeo abaixo e então comece a ler)
Eu estou confusa, e tudo parece girar, enquanto cada pitada de luz intimida minhas córnias ás fazendo dilatar; a atmosfera ao meu redor parece não oferecer gás oxigênio suficiente para meus pulmões e a falta de ar me atormenta, estou bêbada, estou drogada, alucinada, entorpecida, estou em êxtase. Mas saiba que Estou bêbada de esperança, Drogada de autoconfiança, alucinada pela oportunidade e em êxtase por estar em outra cidade, outro ar, outro lar.

Eram três e trinta e sete daquela estranha tarde de fevereiro, e cada segundo era alguns metros mais longe de casa, ou devo dizer longe de minha antiga casa? e a cada minuto era mais uma porção de nostalgias que me faziam se perguntar como e porque eu não estava chorando? como e porque eu não conseguia sofrer com a lembrança de deixar pais, amigos e um namorado aos prantos na rodoviária daquela pequena cidade?não me lembro bem quando ou em que parte da viagem mas sei que algum momento uma vozinha ao fundo de minha mente respondeu aquela pergunta com uma frase. "era o que você sempre quis".

 Aquilo sim me fez chorar; E não era algo ruim, porque em meses aquela era a primeira vez que eu chorava por uma conquista ao em vez de frustração. Eu podia estar sendo egoísta naquele momento, mas sufoquei a parte de mim que pensava na tristeza daqueles grandes olhos azuis que tanto me fazem falta, porque eu não podia me permitir fraquejar, não há mais tempo para pensar em dor, tristeza, na verdade não há mais tempo.

E  Cada hora eu estava mais próxima do meu mais antigo desejo, meu mais antigo sonho. Sim, esse era meu sonho, a oportunidade de recomeçar, de fazer tudo diferente, mas porque isso parecia ser tão difícil antes? então eu respondo agora, como pode uma ferida sarar se toda vez que a fibrina se encontra com as plaquetas para a coagulação do sangue e a formação da membrana protetora dessa lesão; alguém a expõe  arrancando a casquinha ? pode até sarar, mas também pode infecionar e piorar o machucado.

sei que um dia terei que voltar para lá, e talvez isso não demore muito para acontecer, ou talvez simplesmente não aconteça, porque a vida é como uma escada em um condomínio desconhecido, você nunca sabe o que pode estar no próximo andar, até que você se encoraje e suba até la. Mas quando isso acontecer e se acontecer, sei que será muito mais fácil e menos doloroso, porque a ferida está limpa, está sarando, e cicatrizando. e em breve tudo não passará de uma longínqua lembrança.




quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O AGORA QUE DEPOIS SERÁ O ANTES

Ao canto da tela o relógio marcava que tecnicamente já se fazia uma hora e um minuto de um novo dia, e a garota dos coturnos ainda não se permitia ser levada por Orfeu em uma jornada de sono, desta forma o dia anterior ainda não lhe tinha acabado. Inquieta em sua cama, a garota tentava se decidir onde colocaria toda aquela energia fruto da nostalgia de mais um final de ano. Caneta e diário ou teclado e notebook?
Sim, mais um final de ano. Mas desta vez as coisas são diferentes, porque é agora que tudo começa, e é agora que tudo termina, porque antes havia a certeza de um futuro provável, onde veria seus amigos todos os dias ou brigaria com os pais para não ir há escola, mas agora a única certeza é de que acabou. A escola acabou, e a vida tem que começar, uma vida pré- adulta, onde está garota terá que fazer as escolhas certas; escolhas que começam desde a decisão de levantar para trabalhar ou dormir e depois usar uma desculpa e perder a confiança do chefe para uma semana depois ser despedida.
Não, ela não estava sendo exagerada, mas era engraçado imaginar aquela cena entre tantas lagrimas. aah aquelas doces e amargas lagrimas, e naquele momento nem mesmo ela entendia por qual motivo o atlântico decidirá desaguar por seus olhos, era tristeza? Dor? Culpa? Raiva? Ou amor? PIMMM! E Então ela se FAZ nota, era tudo!
Ao som de “peaple help the peaple” ela se perde mais uma vez em suas perguntas sobre como o ano coisas, e porque naquela maldita madrugada ela se lembrava apenas das coisas ruins. Talvez seja a influência da música triste porque no instante que a música acabou fleches de coisas boas lhe roubaram a visão. Era o sorriso da amiga ao lhe encontrar após a troca de turno que ambas haviam feito ou até mesmo o último beijo de antigo amor (ou isso seria uma coisa triste?)
E enquanto tenta achar um final para aquele texto ela tropeça na velha caixa de lembranças e acha seu antigo proposito de vida, achar o amor; e só então, eureca!! ela descobre, ela percebe, ela percebe o que a todo instante estava ali e mais um pouco, ela percebe que aquele proposito não é tão antigo, porque ela ainda tenta fazer isto, achar o amor, percebe também o quão ridículo e chato é escrever em terceira pessoa sobre si mesmo. ¬¬

Ta, Parei. E Sobre o Amor, Ah o amor... sim; penso que ainda quero encontra-lo, porque depois de tudo ainda acredito que ele exista, mas não da forma que conheci, porque amor... O amor de verdade, ele não deve lhe machucar e nem ser sinônimo de prisão, porque isto não é bom. Penso também e acredito que o amor seja ao contrario disto, seja o querer ficar. Coisa que tem sido difícil de se achar, quando tudo lhe dá motivos para partir. E como um final de ano, este é um texto sem final previsível que não pode ser planejado, porque é fruto do agora e que em dois segundos será o antes, até que tudo não passe de o delírio de uma mente cansadapassou tão rápido, e em como passou tão devagar a ponto de lhe permitir viver todas aquelas

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Lua

Já passava das onze da noite e estávamos na viajem de volta para casa depois de um longo dia de estudos. O silencio predominava no veículo; Já que boa parte de seus passageiros Dormiam; O que não faria diferença caso não estivessem, porque em meus ouvidos ecoava as doces notas de Birdy. A tranquilidade invadia meu peito enquanto seus dedos da mão direita massageavam meu coro cabeludo, e os da mão esquerda afagavam meu braço. Em minha mente mil perguntas sobre aquela estranha amizade e ao horizonte da janela aquela luz desabrochava sobre nossos olhos.

 Agora O perigoso, sedutor e longínquo Luar, que fazia questão de Deixar sua mensagem de como as coisas que queremos estão distantes de nossos toques, se mostrava. Crueldade dele. Sabe, é errado que as coisas lhe despertem algum desejo quando não podem ser sua, mas talvez isso seja inconscientemente e por isso pode ser relevado em algumas exceções. Mas não com a lua, porque ela é egoísta acordando tantos sentimentos apenas para satisfazer seu próprio ego.

E enquanto a lua ainda dança para mim, por um estante tento levantar os olhos para olha-lo e por um segundo vi o reflexo da lua em seu olhar grande e sonhador; abrigado entre esses cílios grandes e grossos que tanto me encantam, me pergunto agora, onde você estava antes de eu cometer todos aqueles erros? Onde você estava quando eu desisti de procurar por pessoas como você?

É como no filme As vantagens de ser invisível, “ nós aceitamos o Amor que achamos merecer” e assim digo que faz algum tempo que deixei de acreditar que merecesse algo como você, porque não fazia sentido tanta esperança perante tanta frustração, Na verdade ainda não sei se mereço, mas como posso não cogitar se apaixonar por você e não acreditar na esperança e em Deus quando você está com meu rosto em suas mãos dizendo “ o Passado é passado, o presente é seu” ?

Eu sinceramente não sei o que será daqui pra frente, porque não quero ser alguém que você vá se lembrar como algo passageiro e fútil. Quero ser profunda e marcante, mas como poderei fazer isso quando você se faz como a Lua, indiferente deste sentimento? Por favor querido, não seja egoísta, não jogue isso fora.


Mas de uma coisa agora eu tenho certeza, a Lua que marca essa nossa estrada de partida será a mesma que selará nossos destinos, não importe quanto tempo. Mas ela irá. E enquanto sonho com este dia tento me contentar com o esse estonteante sorriso que apresenta para mim. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A primeira valsa



Já se passam das três da manhã e eu não me canso de ver seu rosto, seus traços fortes, seu sorriso e esse cabelo rebelde; e enquanto uma de suas mãos forma uma base em minha coluna a outra me puxa para uma dança sem fim, uma valsa de sorrisos, alegrias e encantos.  São nestes pequenos momentos que me esqueço da batalha travada a algum tempo neste salão vazio, onde antes olhando jamais se imaginaria a beleza de tal lugar, é nestes pequenos sorrisos de seus olhos que me esqueço como tudo ficou bagunçado por aqui, como cada livro, cada estante, cada prata e cada quadro se pôs no lugar errado. É difícil dizer como, mas ainda que me lembre de tais tragédias você se encaixa aqui, pois foi quando tudo estava errado que você chegou para fazer certo.
Eu lembro de cada cortina fechada, cada porta trancada, cada vidraça quebrada, mas também me lembro de quando inesperadamente você chegou, me recolhendo do chão, abrindo o pouco que restara de cortina e me dando esperança de um dia melhor. E me faz
sorrir lembrar do quão pouco tempo isso faz, mas meu Deus, Como deixei chegar aquela situação de moléstia? É comum ouvir a vida lhe dizer, “há coisas que devem acontecer para nosso crescimento e maturidade”, talvez tudo isso devesse ter acontecido para que você chega-se até a mim, pra que eu apreende-se sobre a vida, sobre a injustiça, sobre o amor, sobre a dor, mas acima de tudo sobre o perdão, para comigo e o próximo.
Ah querido, há tantas coisas para apreendermos um para com o outro, há tantas coisas para se ver! Mas neste momento, tudo que peço é que continue nesta valsa comigo, neste salão (que representa meu coração) me guiando em pequenos passos; me desculpe se com o tempo meu peso sobre seus pés o machuque. Irei te mostrar o melhor deste salão. Porque este é apenas o começo de muitas páginas do livro que é a vida. A primeira de muitas valsas.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

VELHA E ESQUECIDA



Pouco a pouco, eu consigo te ver quando vem andando em minha direção, sem precisar ser uma condição, eu te amo está livre a qualquer momento para chegar em seus ouvidos, pouco a pouco o tempo que você conta deixa de ser preciso, por que eu sei, você vai perder as contas um dia, não importa se você vai anotar, sua mente será velha e esquecida, só vai lembrar que estamos juntos, mas pouco a pouco, você terá que acreditar, terá que saber que é real, que meu deus se colocou ao nosso lado, e sim pouco a pouco você será aquela preciosidade sem dono que só fica comigo. Você sabe que não sou eu quando te escrevo, que são palavras digitadas e o que existe nelas, são apenas meus sentimentos por ti e nada mais, pouco, mas bem pouco, está minha distancia de você, pouco a pouco agente precisa abrir mão de alguns sonhos para ficarmos perto, mas eu não me importo, nem um pouco, nem mesmo um pouco eu ligo de abandonar minha vida para viver sua felicidade. Eu quis dizer para você que deveríamos ir pouco a pouco, tempo a tempo, momentos a momentos, mas tudo isso perdeu o equilíbrio por que eu não consigo ser só um pouco com você, mesmo quando pouco a pouco agente vai se aproximando, eu corro muito para chegar logo, e te abraçar. Não preciso de resistência, onde estamos agora, não é possível que alguém tente nós enfraquecer, eu finalmente sei por que estou aqui, pouco a pouco você vai me dando as respostas contra as perguntas inexplicáveis. Pouco a pouco te admito, dá vontade de entrar dentro do seu jeito de pensar e mudar seus pensamentos um pouco, só, mas somente um pouco, fazer eles serem um pouco diferente, mas eu não quero perfeição, nem imperfeição, quero você pouco a pouco sendo tudo a tudo em mim. 
-Gustavo Silva

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

EU VOU TE PROTEGER




Não tenha medo, não se preocupe quando não estiver aqui, nem eu estiver ai, eu vou estar te protegendo, mesmo longe estarei te guardando, talvez, mas só talvez, seu sorriso, salve o mundo. Coloque suas mãos em meu ombro, essa musica é uma dança lenta, suas mãos nunca estiveram tão nervosas, mas pegue suas coisas, siga seu caminho, mesmo que isso apenas fique na sua mente, você voltaria por mim? Eu estarei te esperando, te perseguindo, você não vai estar só. Não tem ninguém por perto, estamos sozinhos agora, coloque sua mão sobre a minha, e fique me olhando, você se enjoa de mim? Se levante, por favor, se levante, quando você não respirar mais, você promete, vai se levantar, quando eu implorar, por favor se levante, você volta a respirar, me promete? Por favor. Por que você está ao meu lado, mas eu não quero te olhar, eu sinto medo, não quero que desapareça, quando meus olhos ficam baixos, estou tentando encontrar uma ideia para não morrermos um dia.  Você parece tão assustada, o passado não vai voltar, nem as estrelas, vão brilhar, quando tudo estiver bem escuro, eu serei sua mão pra te ajudar. Tente não se preocupar, não te prometo nada, não te mostrarei nada, quando tudo estiver perto do fim, você vai saber por que eu lhe fiz tanto, quando antes de eu partir para sempre, você vai saber que eu nunca sai de perto de você e quando acordar no outro dia, seu sorriso, mas só talvez seu sorriso nunca mais esteja comigo. 
- Gustavo Silva

domingo, 17 de agosto de 2014

AS VEZES É QUESTÃO DE TEMPO, AS VEZES NÃO.



Diz à vida que um sentimento surge de pelo menos um mês, de algumas semanas, mas por você eu pareço ter quebrado esse direito, tão longe dos passos que eu dou e tão viva dentro da mente que pensa em você, minhas escritas ganharam seu nome em uma pagina branca como começo de uma historia que não quero que se acabe amanhã. Tão longe de onde estou, mas tão perto de onde me faz sorrir. Não sabia que não estar perto é o mesmo que estar ao lado e nem que distancia é como tocar, mas você tem me mostrado assim, tão viva em mim, você é suficiente, mas parece que já andávamos juntos a tanto tempo. Dane-se tudo que aprendi sobre como viver até agora, o agora é você, Dane-se tudo que diziam para mim, você é minha palavra perfeita. Dane-se o que vai acontecer, quero encarar meu futuro com você. Dane-se as consequências, eu vou te proteger, Dane-se o que vão dizer, não vou me afastar de você. Dane-se quando agente brigar ou não, nós lembraremos do amor que sentimos um pelo outro sempre. Tanto faz se vai ser fácil ou difícil, vamos juntos até o final. Foda-se se vão tentar nós afastar, vou acreditar toda noite, orar toda noite antes de dormir, só para acordarmos todas as manhãs juntos. E sentaram em minha volta e me ensinavam a contar o tempo ao seu lado, que ele acaba as vezes, até acreditei que estavam loucos, mas apenas não sabiam descrever o que eu sinto por você, e o quanto eu preciso estar com contigo desde que tenho te conhecido. Sempre pude encontrar palavras lindas para escrever, mas você me diz sinceridades do seu sentimento, que palavras do tipo, meu amor, nunca tiveram tanto significado. 
- Gustavo Silva

domingo, 10 de agosto de 2014

Palavras por palavras


Não deveria ser difícil inventar o começo de um texto, nem fácil você amar alguém, talvez com o tempo palavras de amor se resuma em dor, e às vezes se resuma em felicidade. Você pode pegar um sorriso, tirar ele do rosto e olhar os dois lado, e saberá que um lado não se chama sorriso, nem algo que seja bom, mas pode refletir sobre isso e dizer que ainda existe esperança, talvez seja assim que eu vejo você, é assim que eu vejo seu jeito, não é apenas sorrisos, mas eu não quero desistir de você, talvez eu pudesse tocar seu rosto todos os dias e mostrar aquilo que você sempre esperou, te dar o que te faltava, até envelhecer, mas você precisa aceitar que eu também sofri e esse sofrimento sempre vai estar aqui dentro, mas eu o tranco todo dia, dando espaço total do meu coração para você, precisa intender também que quando eu saio daqui, minha mente fica viajando em você, nas ultimas conversas, sua voz, suas palavras, e intender que eu não estou com medo de tentar com você, com as dores da vida, agente acaba perdendo aquele significado de sorrir, e nem sabemos se queremos sorrir de novo, mas eu não quero perder você da minha vida, agora que eu a conheci, eu passei o tempo todo aprendendo com a vida, quero agora aprender sobre como amar você, Anne, é, você mesma que está lendo estas palavras não estou ai né? Tem certeza? Procurou em seu coração? Então procura no meu, cuida dele tá, pode ficar, eu quero que você fique com ele, ele fala tanto de você sente tanto carinho por ti, nunca o perca, ele vale minha vida em suas mãos
anônimo para vocês.

The world is big


(De play no vídeo e abra a mente)

O suor escoria por minhas têmporas, e as lagrimas salgadas e sujas causavam ardência em meus lábios secos; Minha cabeça pendia de um jeito que deixava minha nuca dolorida, e a visão estava quase tão distante quanto a luz. Mas o que mais incomodava era aquela dor horrível, acompanhada de uma queimação nos meus pulsos e tornozelos, que só pude ver depois de meus olhos se acostumarem com a escuridão, e foi só então que notei, eu estava acorrentada, mas isso não era o pior; o pior é que eu estava acorrentada a mim mesma, onde os fins das correntes estavam encravados em meu coração...

“Anne? Anne?”, chamava minha melhor amiga Bonie, “você não vai fazer os exercícios?”, apenas neguei com a cabeça, pirâmides não me importavam naquele momento, “você está bem?”, disse ela preocupada, então como havia me prometido aquela manhã sorri e disse “é claro que estou”.  

Não, eu não menti. Fazem poucas semanas deste que soltei a corda, toquei o foda-se, me libertei, rompi um laço, chame do que quiser; enfim, a sensação de liberdade, o ar e a pureza de não se importar tem sido meu melhor remédio, pode parecer que virei pedra mas se pensar um pouco mais irá ver que estou apenas me protegendo, e aproveitando cada instante, cada vento dessa liberdade. Mas aquele pesadelo, aquela sensação de estar presa a um sentimento nunca me foge, e esta tem sido a minha cruz, as lembranças.

Tentei desviar a atenção destes problemas, e sem que a professora nota-se peguei meu celular, na esperança de haver uma mensagem dele. Sim, havia uma mensagem, mas não era Dele, era daquele garoto, aquele que me fez sorrir quando eu só queria chorar, e dizia, “ Bom dia; sonhei com você!^^ olha no face, tem surpresa p você”, foi ai que notei, ai meu Deus! Eu não havia contado sobre ele para a Bonie, e foi o que fiz naquele momento, ela apenas ria.

 Em algum dia de nossas vida alguma vovó deve ter dito a você, ”um amor cura outro”, há uma parte dessa nova amizade que acredita nisso, mas há a parte que sofreu que se recusa sentir, mas ele é tão meigo, tão sorridente, tão cheio de palavras, palavras que rompem qualquer distancia, mas que ainda não rompem essa dor, é claro, eu sei que o problema está em mim, não quero me jogar de cabeça em algo e depois me magoar, não quero sair dessa zona de conforto. Não quero magoar a ninguém.

E mais uma vez abaixo a cabeça e fecho meus olhos, a ligação com o Pai celestial tem me dado cada vez mais confiança e prestigio para pedir, em minha mente seu rosto se espalha, e dentro de mim, faço uma pequena oração. Peço a Deus que me guie, que guie ele em seu destino, e que Guie meu novo amigo pra mais perto de mim, porque é isso que eu quero. E quero que ele seja feliz, eu quero ser feliz, e essa amizade que veio nesse momento que eu mais precisei tem me feito feliz. 

Quero terminar esse texto, deixando em nota que você menino das palavras. É especial, e não importa o que aconteça, lembre-se disso. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Caneta e papel

Sabe, eu estou caminhando, indo,  indo e indo, e nos meus fones está tocando aquela música que eu amo “Maybe i pulled the panic cord And maybe you were happy, i was bored, Maybe i wanted you to change, Maybe i'm the one to blame” que é muito nostálgica pra mim, e triste também; muito triste, mas eu estou feliz por ouvir ela hoje, agora; Nesse momento em que caminho; porque agora eu não sou aquela garota confusa que puxou o cabo errado e deu pani em toda as expectativas, sonhos e esperanças; Porque até algum tempo eu não sabia porque a vida, Deus, tinha me dado certas situações, até que descobri o quão inteligente e estratégico foi o cara lá do céu que me deu essas situações, porque eu apreendi tanta coisa.

 E por mais que eu esqueça as vezes, me orgulho do que sou. Porque eu sinto, eu sinto muito, eu sinto tudo o que há para se sentir entende? Dor, esperança, afeto, amor, raiva e ódio. O que eu não me permitia sentir por achar que não aguentaria tais sentimentos depois de tanta coisa. Mas agora, sim, agora, enquanto tenho esses momentos para refletir quando caminho, tudo faz muito sentido, eu me orgulho dos meus erros, da insensibilidade e desfeita que tive pela vida nos últimos tempos, porque foi quando eu reconheci esses erros, que vi que o sentir, é bom, mesmo que nos machuque, e é intenso, é humano, lindo e magico.

E agora, eu não sou a garota que escreveu aqui pela primeira vez  “Sabe é difícil de dizer quem sou... Queria poder-me compreender. Mas muitas vezes, isso parece ser impossível... São tantas duvidas. Tantos medos. Tantas circunstancias. Que às vezes me pergunto.. Se simplesmente sou mais uma adolescente depressiva e confusa? Ou se tenho sérios problemas...? Tenho vontade de viver... Mas tenho medo também.. Quero amar... Mas o medo de errar-me impede... Hoje nem mesmo a escuridão me faz bem.” A verdade é que me sinto forte agora, e eu me levantei dentro da escuridão, e fiz dela algo bom, fiz dela uma experiência, e então eu estou caminhando, pisando em cima do que um dia foi meus cacos, porque agora, são apenas “cracs,cracs” debaixo do meu coturno. Agora, eu também sei o que sou, e não sou confusa, eu sei o que eu quero, e eu quero ser Feliz, e o melhor de tudo nisso sabe o que é?


É que eu posso escrever, eu sei como escrever, eu posso pegar a caneta e o pergaminho e escrever os meus caminhos, e fazer a minha felicidade. Então, eu continuo seguindo e até cantarolando...”Maybe..”.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Eu não acredito.

“E a cada dia eu vejo que estou mais longe da minha infância, e mais perto de alguma coisa que eu tenho medo. Medo? talvez não seja essa a palavra, é que antes o problema era que meu irmão tinha escondido minha boneca, e bastava uma lagrima pra minha mãe e lá estava a minha boneca, agora os problemas não podem ser resolvidos por minha mãe, e nem por uma lagrima…”-Bruna vieira

Tipo...esse é um dos textos que eu nunca imaginei que postaria aqui, porque só de pensar nas coisas que vou escrever que são as coisas que estou pensando no momento; um momento muito alucinante, eu me sinto muito clichê, porque parece que tenho 30 anos e tô olhando pra atrás e vendo uma adolescente passando por um drama de adolescência, o que é normal, mas eu não consigo aceitar, porque poxa...e já vivi tantas coisas pra alguém na minha idade que até a irmãzinha da igreja comenta- você só tem dezesseis mesmo?, eu respondo – sim irmã, porque?, ela responde- você tem a cabeça de uma mulher de 20.

Beleza, sou madura? Ok, consigo tomar decisões sabias e maduras? Não. Eu realmente passei por MUITA coisa, e posso colocar essa coisa de “muita coisa” em coisa ruim. Em tombos, batidas na porta de vidro, escorregão na escada, ou em um simples corte na hora de descascar o alho para o arroz (é eu sempre faço isso-risos) enfim...apesar de ser bem madura, estou sempre escolhendo e fazendo coisas erradas, sempre caindo, despencando ou me jogando. Porque na minha cabeça, em teoria a vida é tão mais fácil? E na pratica tãããããããão difícil?

Há três meses passei por um momento difícil, e há quase dois meses passei pelo o que pareceu ter sido o pior momento da minha vida, e eu fiquei tão abalada, tão no chão, que pensei “porra...onde foi parar aquela maturidade que a professora de história e português do nono ano dizia que eu tinha de sobra?” e pensei também, “não dá pra pular pra parte do eu passei, sobrevivi e superei?” e quando esse momento realmente chegou eu pensei “manuuu, como vim parar aqui?” e foi tão rápido...que eu nem vi.

 Mas aqui novamente estou eu, tendo que fazer mais escolhas, porque como os professores do meu último ano na escola estão dizendo “esse é um ano de escolhas” “se vocês não escolherem agora a vida vai passar e vocês vão ficar”, tá legal, eu sei que o vestiba tá ai, eu tô batendo na porta da faculdade, eu não me esqueci professora, eu não me esqueci pais, irmãos, tios e amigos, eu sei disso, e se perguntarem, “o que você vai fazer de faculdade?” vou responder com um sorriso bem grande “Engenharia de produção” só pra ver a cara de vocês ao dizer “puts..você sonha alto garota”. pra que colocar tanto medo? É só a decisão que vai construir minha vida, nada demais. Afinal, já aguentei tantos tombos? Só mais esse não faz mal.

Não cara, não dá pra ser assim, eu não quero mais apreender com os tombos, não dá pra fazer as escolhas certas de uma vez e ser feliz para sempre como conta no final daquele livro chato que a professora me fez ler na primeira série? E sei lá, será que aquele velho ditado que mamãe me ensinou de que “a pressa é inimiga da perfeição” ninguém leva a sério de verdade? É estranho eu dizer isso quando há duas semanas eu era a pessoa mais descontrolada, impaciente e super emotiva, quando no agora sou eu que estou mandando aquela mensagem “preciso de um tempo pra pensar”.


Infelizmente, esse texto não terá um final moralista como os outros, que venho postando a quase Dois anos, a única coisa que posso dizer é, porque estão me dando escolhas de uma pessoa de vinte e poucos quando acabei de fazer dezesseis? Porque quando as coisas estão ficando melhor ou passam muito rápido ou são presságios de coisas piores? Agora vocês entendem porque eu não postaria esse texto? Depois de tudo...não acredito que estou passando por uma crise de amor. Não credito que depois daquele teste que confirmou que meu lado esquerdo, o da estratégia, fala mais alto o lado direito, do emocional, vai me derrubar outra vez.porque tem aquele lado que diz, "não da pra jogar ou engavetar esses planos", ai tem o outro que diz "mas pra chegar lá tem tantas coisas pra abrir mão". Caaaara.. Eu não acredito.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A casa

Eu abri os olhos e vi, a VIDA, a aura do mundo, e me tornei sensível ao toque que cada umas delas, seja da vitamina D que o sol nos oferece ou na ALEGRIA dos primeiros momentos que este brilhar tem a nós oferecer.
Me sinto como uma casa de campo destruída por um furacão, a diferença é que esse furacão está apenas dentro de mim. O sofá está fora do lugar e em uma posição estranha, o lustre de cristal se derrama pelo chão, os pratos na cozinha espalham-se quebrados e no quarto a cama destruída, os travesseiros rasgados, e penas estão pelo chão, quadros e fotos daqueles momentos estão caídos ou tortos.
Na estante de livros perto da lareira que por muitas vezes nós aqueceu só restam poeira e cinzas de madeira e livro, e no banheiro, no fundo, no ultimo cômodo da casa, lá, naquele pequeno espaço está o meu “Eu”, adormecido e entorpecido pela dor, o sangue nas mãos, agua, e mais sangue que fluía ainda de meu peito, rasgado e escancarado; é estranho porque estou me vendo por fora, estou morta.
Corro até lá, e ouço meu coração ainda bate mas muito fraco, em minhas unhas há sangue e pele, e então me lembro, a noite passada foi turbulenta como um avião sem piloto; o garoto estava aqui, e eu estava com raiva, então tirei a minha roupa pra que ele pudesse ver as cicatrizes, as marcas, mas pelo seus olhos isto só o excitava, tive que ser mais radical então com o pouco de unha o pouco de força que meu corpo me oferecia depois dos dias sem comer ou dormir direito, cravei-as em meu peito e comecei a rasgar, a arrancar as cicatrizes, o sangue começava a jorrar, e agora o coração batia em minha mãos, doía? Mas é claro, eu não queria que ele visse aquilo, não queria. Mas era preciso, aquela era a minha última tentativa de tentar fazê-lo perceber, entender como as coisas realmente me afetam.
Mas não saiu como eu imaginei, é claro que ele viu, compreendeu, mas isto o assustou e aos poucos ele está cada vez mais longe de mim, eu queria mudar isto, ir ao chão empoeirado em que ele está, limpar seu lindo rosto, faze-lo abrir os olhos, e olhar para mim. Queria pegar suas mãos e lhe devolver espada, elmo e escudo e dizer” – venha querido, vou te mostrar como se curar, vou lhe mostrar o sol, vou lhe mostrar a felicidade e as novas e certas batalhas a se lutar e os motivos por isto” mas além de eu não estar curada e forte nem mesmo pra me levantar, o garoto não quer aquilo pra ele, não quer ter aquelas cenas em sua cabeça, por mais que sua boca não pronuncie isto, eu posso ver, posso sentir, ele não está mais aqui, e posso sentir o desespero tomando conta de mim, e tudo aconteceu tão rápido, que não mais que alguns minutos foram suficientes para destruir a casa.
Eu estou de volta, meu peito arde, mas nada que algumas gotas de aguá corrente não resolvam, a aguá, é ela me cura, ela me fortalece; em frente aos espelho, posso ver aos poucos as cicatrizes se formando novamente, vejo também cada gota escorrendo pelo meu corpo, “EU”, a casa, estamos totalmente frágeis e doloridos no momento, estou pensando em concertar tudo, colocar as coisas no lugar, mas o sol está nascendo e ele está tão lindo pela janela do banheiro que quero vê-lo melhor, e ao sair para fora, ao olhar para casa do lado de fora, sinto uma paz, por que é isso que a casa passa, ninguém que a vê de fora imagina como seu interior está.

Eu esta nua, e o orvalho dessa manhã de verão a arrepia, mas ela não esta com vergonha, EU quer ficar assim, nua, quer que as pessoas vejam o que o” EU” é.  Eu tenho que concertar as coisas, mas não agora, não sozinha assim, porque no momento estou quebrando as regras, estou indo fazer as pessoas verem o meu “EU”. Mas e o garoto? Ele sabe o caminho de volta. E a porta estará aberta? É claro que não, não quero que ela seja roubada, mas ele ira bater, e eu vou deixa-lo entrar, quem sabe não tomamos um café e então o “eu” lhe faça novamente a proposta, a nossa proposta. Porque eu sou a casa agora, e o meu “eu” abita aqui, e o meu “eu” por mais gentil que seja, tem seus próprios princípios e amores,mas ainda assim ela sabe que não pode tomar essa decisão sozinha ou forçar o sentir. O meu “eu” pode fazê-lo feliz, mas enquanto o orgulho, o preconceito e a cegueira existir, as coisas não serão fáceis pra nós. No fundo eu queria controlar o “eu” mas o “eu” ama sem pedir permissão ou opinião. Eu gosto disso, afinal, o amor pode fazer muitas coisas, mas a melhor delas é a felicidade. E nós a queremos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Esperança


Os pássaros na pequena arvore de acerola no fundo do quintal cantavam e dançavam, como todas as manhas, eles estão feliz, não há sinal de chuva, nem vento, eles podem voar, cantar e dançar e acima de tudo serem feliz; ei, acho que até pude ver um piscar para mim; não, estou ficando louca, mas isso me fez sorrir, e esse sorriso, está me aquecendo, derrubando a frágil camada de gelo que insiste em reaver meu coração.

Esperança, a vida tem tentado me mostrar isso, eu devia ter me protegido mais, é claro, mas como se proteger do fogo de uma paixão? Como não amar? Quando tudo lhe mostra que isso lhe faz bem, mas nós sabemos que todo bem tem o seu lado mal. É difícil olhar para cada canto do meu coração e encontrar somente as migalhas dele, ele se foi, levando boa parte desse doente e frágil coração.

” E agora? O que vou fazer? Como viver? Como ir em frente?” Estes tem sido os meus demônios nos últimos dias, como seria tudo mais fácil se alguém já tivesse escolhido por mim, como seria mais fácil se eu não tivesse que escolher, se a vida fizesse isso sozinha; mas se fosse assim não seriamos apenas escravos do destino? Não seria injusto? E o livre arbítrio? Onde ficaria?

Eu estou tão confusa, e há tantas feridas, tantos roxos, tantas cicatrizes semiabertas, e os meus joelhos já estão estourados por tantos tombos, eu disse a mim a algumas manhãs atrás, “eu não quero levantar, eu não vou, não quero cair de novo”, naquele momento não seria ruim sofrer um enfarto e morrer, pelo menos era o que eu dizia a mim mesmo, mas não foi ele mesmo quem me ensinou que só podemos mudar as coisas se estivermos vivos? Sim, são esses valores, essa lições que fizeram levantar hoje, e dizer, “olá sol, pode me aquecer?”

Agora, um pouco distante daqui, posso ouvir uma pequena junção de 4 acordes, alguns erros na afinação do que parece ser um piano, como uma bomba o sol invade a janela da cozinha aonde tomo meu café, me aquece, me refaz, me dá esperança, em um momento nostálgico, me lembro das tardes de domingo em que meu irmão no velho teclado tocava para mim, me lembro da vontade em segredo de um dia ser bailarina, “quero dançar” penso, “quero cantar” digo, como os pássaros quero viver; tentar; porque tentar é a chave para mudar as coisas.

sábado, 14 de dezembro de 2013

tempo de guerras

O sangue quente escorria pela minha bochecha, em minhas mãos tremulas, oque restara de minha laça partiu furiosamente para seu peito, mas ele tem reflexos bons, é um guerreiro ágil e rápido, logo se defendendo e atacando antes que eu posso piscar; meu escudo, já trincado, aguentara apenas mais alguns segundos, é claro que já vejo a morte, quero dizer, toda a vida passando em meus olhos, e tudo que consigo pensar, é que acabou, que perdi, todas as estratégias que fiz em minha vida, foram em vão, assim como os sonhos.
“ crac”, meu braço quebrou, a dor de tentar manter o escudo, é de enlouquecer, solto a lança para junto do outro braço tentar ter mais resistência, já posso sentir sua fria lança sobre meu peito, e então me lembro, a faca, é eu tenho uma faca, uma válvula de escape, no último momento discretamente, gritando de dor para distrai-lo eu a pego, e cravo em sua perna que agora pressionava o pé em meu pescoço, em um urro de dor, ele se afasta, tempo suficiente para mim rolar saindo de baixo de seus pés, com o sangue e suor a jorrar cada vez mais em meu rosto, e com a dor alucinante no braço, me levanto, devolvo a analise ocular, e me preparo para uma nova batalha.
Acho que li em algum lugar, que é comum, a falta de confiança em um primeiro relacionamento, principalmente se um dos dois for mais velho ou já ter tido outros relacionamentos, é claro que idade nunca foi problema pra mim, mas acho que até o momento, não havia pensado na idade mental, ou melhor, nas experiências que nos fazem mais maduros, como eu disse a algum tempo aqui neste blog, sempre me senti uma princesinha presa e bem guardada em seu castelo, eu ia a escola, depois para casa, amigos me visitavam, eu não visitava amigos, igreja e casa, e sempre imaginei que um príncipe me libertaria, é, como minha mãe dizia, desejar que a vida seja um conto de fadas, nem sempre faz bem ao coração, primeiro, fomos Romeu e Julieta, depois, Shrek e Fiona, e agora, somos apenas nós, o verdadeiro eu.

Duas cabeças diferentes, uma orgulhosa demais, e a outra insegura demais. Não sei se há cura para isso, mas aos poucos sinto que meu escudo, o amor, esta trincando, e a lança, brigas e discórdias, estão cada vez mais fria e mais forte, e nós os guerreiros? Esgotados, machucados e quebrados. Essa é a primeira história desse blog em que eu, a autora, não sei o final. Eu queria lhe poupar, me poupar de escolher caminhos, mas infelizmente, escolher, é a lei da vida.  Pois ficar em cima do muro, com o tempo se torna tedioso. E o tédio nos deixa nervosos, e o nervosismo nos deixa agressivos. E então uma guerra começa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dor...


“o dia que sai de casa...” cantarolava a vizinha logo de manhã enquanto lavava suas roupas alegremente, é claro que isso não me deixou dormir pois sua lavanderia dividia a parede de meu quarto; em um pulo me levantei, e sai em disparada ao banheiro, e então “puf” bati de novo o pé no ventilador, e na mesma hora lembrei de quando minha mãe dizia, “acenda a luz antes de fazer algo”, pois é bem assim, as vezes a dor nos ensina mais do que avisos.

Não é uma coisa boa, mas posso dizer que conheço a dor desde muito pequena, tipo, literalmente, porque todos nós passamos por aquela situação de mexer em algo que a mamãe avisa que vai machucar, e quando experimentamos a dor da desobediência, de quebrar a cara ou até mesmo de frustração que realmente apreendemos e não repetimos.

Pelo menos é o que eu costumo fazer, mas não é ai que quero chegar; eu nunca achei que um dia admitiria a falta de meu pai, pois por muito tempo senti raiva por nos deixar, me deixar, quando eu mal tinha 5 anos, hoje imagino quantas coisas  e quanto sofrimento ele poderia ter me poupado, mas ao mesmo tempo sou grata, pois com a dor apreendi, amadureci, e então consigo me orgulhar do que eu sou hoje, é claro que haverá quem diga que não sou algo de muito valor, mas depois de tanta dor, tanta dor, os “outros” não me importa. Não me afeta.


Mas hoje, só o que quero fazer é desejar, força, a todos nós, porque a dor é inevitável, cedo ou tarde ela chegara, seja no amor ou na raiva, na riqueza ou pobreza, e lembrar de que ela e momentos difíceis são necessários para nosso crescimento espiritual e mental, agora, pode parecer estranho pra você que está lendo isso, mas logo haverá um momento que lembrarás dessas palavras escritas aqui.

É claro que demorou muito tempo para mim superar coisas desse tipo, mas eu consegui, espero que outras pessoas também consigam. Força e coragem. Esses são meu votos hoje.